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Audiência Pública sobre a exclusão das diretrizes para o Ensino Religioso/RN

Terça-feira, 11 de julho de 2017 - 19h49min

Nesta quarta-feira, às 14h,  na Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte, ocorrerá a Audiência Pública para “Debater a exclusão das diretrizes para o Ensino Religioso da Base Nacional Comum Curricular”. A audiência foi solicitada pela Deputada Larissa Rosado (PSB – RN), para atender pedido do Coordenador do curso de Ciências da Religião, Prof. João Bosco Filho, e do Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso – FONAPER, representado, no Rio Grande do Norte, pela professora Araceli Sobreira Benevides. Na oportunidade, docentes do Curso de Ciências da Religião, área que forma os professores de Ensino Religioso, docentes da rede pública e privada, irão se posicionar em favor da permanência das diretrizes curriculares para esta disciplina, cujo conhecimento – no atual momento da história, orienta práticas não confessionais, voltadas para a cultura da paz e para a diversidade religiosa e não-religiosa dos estudantes das escolas públicas do país.

O texto estava presente na primeira e segunda versão da BNCC, sendo que o Ensino Religioso constituía uma área, resultado do percurso histórico que compunha a luta de inúmeros professores, instituições e entidades como o Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso criado em 1995, ao qual prima pelo Ensino Religioso não confessional nos ambientes escolares.

Tanto os docentes da área das Ciências da Religião quanto os docentes que estão com a disciplina Ensino Religioso entendem que a manutenção das diretrizes curriculares na terceira versão da BNCC permitirão práticas mais pluralistas, com base em conhecimentos científicos e em metodologias organizadas para aulas inovadoras, sem a apresentação de dogmas ou doutrinação no ambiente escolar, garantindo, assim, a laicidade do Estado.

A retirada das diretrizes provoca uma lacuna nas orientações teórico-práticas do Ensino Religioso, o que terá como consequência também à volta a aulas de Religião, no modelo confessional, já que se retira um conjunto de orientações e objetivos pedagógicos construído por cientistas da religião e pesquisadores da área prejudicando assim, a formação integral e crítica que o estudante do Ensino Básico precisa ter para conviver com o Outro e suas diferenças.

Fonte: FONAPER

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