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Espaço Pedagógico

Uma história que pode ser utilizada no estudo da matriz africana

Quinta-feira, 23 de junho de 2011 - 11h48min

<br>Fonte: Google

Ao trabalhar a matriz africana com os estudantes nas aulas de Ensino Religioso, uma sugestão é utilizar o texto que segue abaixo, como uma forma de melhor compreender a cosmovisão africana.

Por ocasião do Festival Mundial da Paz, ocorrido em Florianópolis no ano de 2006, a jornalista e filósofa Lia Diskin contou um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.

Disse ela que certa vez um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta para casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria dar lições ou ensinar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira para as crianças, que achou ser inofensiva.

Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, colocou tudo em um cesto bonito com laço de fita e tudo e o pôs debaixo de uma árvore. Depois chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam dentro.

As crianças se posicionaram na linha demarcada que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "já!", instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou por que elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.

Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"

Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo.

Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"

Fonte: FONAPER

Comentários

Josiane Crusaro comentou (24/06/2011 - 16hs22):
Atitudes como o dialogar, compartilhar, perdoar entre tantas outras, é expressão da grandiosidade que há no ser humano: perceber e entender que só existimos por causa do outro.
Infelizmente nossa sociedade ainda não conseguiu abraçar todos esses princípios, mas, penso que a garantia de um mundo melhor está nas informações/saberes que devemos transmitir as nossas crianças, seja a brasileira, a africana, a indígena, a japonesa...
Lutar por um mundo justo em que cada qual pense e faça ao outro aquilo que quer em troca, não será utópico se nós adultos demonstrarmos com exemplos a importância de cada um/a neste planeta!

Parabenizo ao FONAPER que sempre dispõe de um vasto e ótimo material para as aulas de ER além de possibilitar o questionamento no Ser Humano, pois, o que importa não são respostas e sim indagações que nos façam crescer enquanto pessoa e profissional.

Solange Aparecida Maidel comentou (02/07/2011 - 22hs53):
Que exemplo maravilhoso dessas crianças. E pensar que elas entenderam desde muito cedo a verdadeira razão do ser, ampliado para o somos. Demo-nos as mãos e sejamos felizes porque o outro o é.

ELIETE MARIZA LUBIANA comentou (08/07/2011 - 13hs41):
Que belissima lição de VIDA! Pensar que o mundo clama por socorro e essas crianças passam para todos a essência não só da felicidade mas do caminho para resgatarmos os VALORES esquecidos em nossa sociedade individualista. Vamos, vamos juntos, de mãos dadas, bem apertadas seguir rumo a vitória de TODOS. Uma lição linda e verdadeira.

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